Olhando o jogo


Mais uma vez acho que devemos parar e baixar a bola e ver o que está acontecendo em torno do Ministério da Cidadania e da Ancine, que não tem qualquer relação com as questões apontadas pelo Tribunal de Contas da União, em seu acordão.

O que o Tribunal de Contas aponta é que, em função do acúmulo de projetos cujas prestações de contas foram entregues e não analisadas, a Ancine teria que paralisar a contratação do FSA e apresentar um plano. Fora isto, o TCU apresenta "irregularidades" em alguns projetos, cujas irregularidades na verdade não existem. Alias se existirem erros não são dos produtores, mas sim das próprias regras, já que sempre foram aceitas pela Ancine e sempre foram aceitas pelo Ministério da Cultura e pelo próprio TCU -.Por exemplo, a taxa de gerenciamento de um projeto (aprovada por lei) que se dá pela remuneração do projeto para a produtora que é a responsável por todos os riscos que é fazer um filme, nessa insegurança jurídica típica do Brasil, que é exatamente o que estamos vivendo neste momento .

Ainda resta recurso ao TCU e acho que caberia tanto a Ancine quanto aos Sindicatos atuarem nesta instância. Cada um apresentando suas razões e contra-razões. O que me parece já está sendo articulado.

A outra questão é a briga entre grupos que hoje se evidenciam e esta está sendo mais nociva do que as ações do Tribunal.

Nesta briga de poder, que hoje está acontecendo dentro do próprio ministério, que estão brigando pela Presidência e Diretoria da Ancine, somente o setor sai perdendo. Não dá para entrar nesta, nem fora e nem dentro da Agencia. A manipulação feita por agentes públicos ou não, que criam WhatsApp para fazer politica publica é no mínimo anti-democrático e não ético.

Outra questão, última mas não menos importante, são os outros interesses, que numa crise como esta tendem a aproveita-la para conseguir vitória em suas pautas. E aí mora outro perigo que acho que estamos subestimando.

photo by ryann


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