Alô! Hoje teve reunião com a Ancine. (parte1)


Hoje tivemos aqui no Rio de Janeiro , patrocinada pelo SICAV e BRAVI, uma apresentação do Rodrigo Camargo, atual assessor do diretor presidente da Ancine. Em seus slides de apresentação ele fez um balanço sobre o FSA, onde foram mostrados algumas tabelas, que tentarei resumir aqui:

  • Dos recursos do FSA , 87% foram destinados para projetos das linhas seletivas e 13% para as linhas automáticas; 14% foram para as linhas regionais, 67% suporte seletivo e 4% para os editais da Secretaria do Audiovisual (dados de 2016);

  • 59% se destinaram para linhas de cinema , 30% para TV e 4% para distribuição .

  • Nas destinações para projetos de longa - salas de exibição 79% para projetos de ficção , 15% para documentários e 6% foram para projetos de animação.

  • Se antes da Lei 12485/11 para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste eram destinados 6% dos recursos, chegou-se em 2016 a 16%.

  • Um dado importante é que hoje o FSA em média complementa 54,5% dos custos das produções a ele submetidas, lembrando que temos ai dentro os suportes regionais que distorcem a média.

  • 153 produtoras contratadas pelo FSA só obtiveram um contrato com o FSA e apenas 1 produtora tem mais de 10 contratos. 41 Produtoras tem de 3 a 5 contratos com o FSA.

  • 60% das produtoras selecionadas para editais de TV estão classificadas na Ancine como entrantes- Nível 1. Na produção de longas esta proporção diminui, apenas 27% das produtoras são entrantes, sendo 18% classificadas no nível 3 de 5 níveis existentes.

  • Sobre a distribuição - 74 distribuidoras distintas tem contrato com o FSA.

  • Uma coisa muito positiva é que após os recursos terem sido liberados a média no tempo de produção até a emissão do CPB é de 1 ano e meio. Grande para TV , mas curto para o longa metragem.

  • Os projetos lançados que se utilizaram de recursos do FSA já retornaram ao Fundo 15,4% de tudo aquilo que foi investido.

  • Ainda não conseguimos superar as dificuldades que a indústria hegemônica nos impôs por tanto tempo. E não apenas ao Brasil, mas para quase todas as cinematografias nacionais. A assimetria de informações, a assimetria de possibilidades do produto nacional alcançar o seu próprio mercado de exibição, a assimetria nos investimentos ainda existem.

  • Continuamos totalmente dependentes do Estado. Justamente por existirem tantas assimetrias. Tanto para produzir quanto para distribuir o nosso produto. Mas estamos avançando. E acho que um dos grandes ganhos que estamos tendo é uma produção de conteúdo com os direitos nas mãos dos produtores e que formam um catalogo de obras que dá inveja a qualquer país.

  • Hoje as informações, que o Estado tem sobre a produção brasileira, permitem avanços na desburocratização e nas politicas públicas. E é sobre isto que vou falar no meu próximo post - O avanço das politicas públicas na facilitação do acesso aos recursos. Será? O Rodrigo diz que sim. E sendo assim eu acredito!

Photo by Lukas Blazek on Unsplash

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